Mães precisam de amigas mães

Você está se torturando pensando em como é uma péssima mãe e de repente uma amiga do peito te fala “nossa Gabi, nem parece a pessoa que comentou ontem no facebook sobre a capa da revista Crescer”. A revista traz esse mês um menino lindo com o texto AUTOCONFIANÇA. Achei tudo a ver, pois a imagem captada do menino demonstra isso mesmo: belezinha de menino autoconfiante!

Imagino que é mais ou menos assim: Filhos confiantes = mães autoconfiantes. Mas nem sempre a mãe é tão autoconfiante quanto parece ser. Eu pareço muito mais do que sou. Ontem fui levar o pequeno Ben ao berçário, estava de boa, cantando, quando ao chegar em frente a escolinha comecei a chorar. Entreguei meu filho – que sorria – chorando para a tia da escola que tratou de pegá-lo rapidinho do meu colo. Não entendi nada do meu choro. Estou mais vulnerável.

Pensei em ligar para o marido. Sem desmerecê-lo, acho que os pais não entendem tanto esses sentimentos contraditórios que invadem nossos corações de mãe. Porque só quem é mãe entende outra mãe. Então enviei mensagem para a minha mega master amiga Dani-mãe-já-de-dois. Por que eu chorei? Porque o Ben é o meu bem mais precioso, porque tenho medo de perdê-lo, porque agora tenho um medo estúpido de morrer, porque depois do Ben a vida se tornou mais linda, e meus medos maiores ainda, porque hoje eu queria ter ficado com ele, porque ele está com sapinho, porque esse amor de mãe chega a doer.

É bom demais ter amigas mães e quando a gente é mãe (de primeira viagem) é melhor ainda. Tenho poucas amigas mães. Consigo contar nos dedos. As amigas mães compartilham e se descabelam dos mesmos neuroses sentimentos que nós e esmiúçam todos eles quando os dividimos com elas.

A blogosfera materna tem me proporcionado “encontros” e aprendizados com outras mães. Todas admiráveis. Além de ter me confirmado: sim, todas as mães são iguais, só mudam de endereço, com suas neuroses, angústias, incertezas, aflições, temores, alegrias, um pacotão de sentimentos loucos que só quem é mãe sabe. Sentimentos que nos invadem no momento que aqueles dois pontinhos vermelhos comprovam: você vai ser mãe!

A Dani foi a primeira amiga para quem contei que estava grávida e ouvi algo lindo que hoje distribuo para outras grávidas: “se cuida, agora são dois corações batendo dentro de você”. E hoje, uma das mensagens que ela me mandou dizia: “Lembro que estava grávida quando li uma coluna da Denise Fraga na qual ela falava do sol que bateu no rosto do filho quando eles saiam da maternidade, e, é claro que ele se incomodou, fez careta e ela falou: ‘bem vindo ao mundo filho, não posso te proteger dele, mas posso te ensinar como viver da melhor forma’. E viver da melhor forma Gabi, é ajudá-los a conviver com as adversidades, com as decepções…”

Amiga mãe é assim, sempre tem uma mensagem linda e reconfortante para passar. Amigas mães aliviam nossas angústias. Aprendemos com elas. Nada como ter uma amiga mãe, um dia lindo de sol e ao final do dia encontrar o sorriso do nosso filho. Tudo dá um novo vigor.

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6 Comentários

  1. sim! eu não tenho muitas amigas mães e as que tenho quase nunca vejo, não convivo mesmo… faziam aula de ginastica comigo quando estávamos grávidas! mas depois cada uma foi pra um canto, sinto falta!

    sempre venho pra blogosfera pra me sentir melhor!

    Responder
  2. Lindo post! E assim a gente vai vivendo as aventuras da maternidade, torcendo pra que eles cresçam independentes e autoconfiante! mas tambem para o tempo passe mais devagarzinho e não deixem de ser nunca “nossos petits”.

    beijo

    Responder
  3. Rosana

     /  3 de fevereiro de 2012

    Nossa, passo por isso todos os dias…Me pergunto: “Cadê a autoconfiança, Rosana?” E dar uma “dura” no filho, colocar de castigo ou recusar de dar um doce e lá vem as dúvidas todas…Que péssima mãe eu sou, que isso ou que aquilo….rs… Gostei de ler e saber que nisso, nós mães, somos todas iguais !!! risos

    Responder
  4. Juliana

     /  6 de fevereiro de 2012

    Gabi, adorei o post. Principalmente o comentário da “Denise Fraga”, realmente queremos proteger nossos filhos de td dor e sofrimento….mas temos que nos dar conta de que isso é impossível. Até mesmo para o amadurecimento deles.

    Beijos,
    Ju Favaron

    Responder
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