Precisa-se de trocadores

Quero manifestar a minha insatisfação com relação aos bares e restaurantes de São Paulo e Rio de Janeiro. Eu já perdi as contas de quantos estabelecimentos frequentei junto com o pequeno Ben e não tinha trocador. Até agora foram uns…TODOS! Uma peça básica, fundamental (para pais e filhos) que nem ocupa tanto espaço já que pode ser uma peça dobrável acoplada na parede. 

Aí vai vir um chato de galocha querendo dar um de politicamente correto e dizer que bares e restaurantes não são lugares para bebês. Engano seu, meu caro (a)! Os pais, que tambbém são pessoas normais e com vida social, têm todo direito de se divertir e levar a cria junto. Sou a favor de levar o meu filho à tira colo do que deixar para alguém cuidar (fui eu que fiz, não?! Então, encaro a responsabilidade). 

Sim, sei que existem lugares não apropriados para bebês! Não tenho pretensão de levar o pequeno Ben num show do Iron Maiden, numa final de campeonato Corinthians x Flamengo ou no próximo UFC, mas estamos falando de um bar à tarde (até mesmo início da noite), um restaurante (ainda é feito para almoçar ou jantar, certo?!). Só que NUNCA tem trocador nesses lugares. Então você tem que engolir a comida sem mastigar, beber um líquido para ajudar tudo descer, pedir a conta, pagar e ir embora. Fazer tudo correndo como se fosse uma prova que depende absolutamente da sua rapidez e agilidade. Você não curte o momento, não conversa com os amigos, com o marido (só com o garçom). O ponteiro do relógio não pára, enquanto seu filho pode fazer uma mega ultra master cagada e vazar pelas pernas, subir pelas costas eeeee…… você faz o quê? 

Alternativa A: Abre espaço em sua mesa para começar ali mesmo a limpeza, escancarando os resíduos fecais do seu filho para o casal da mesa ao lado;

Alternativa B: Chama o gerente, mostra o estado do seu filho e pede a ele uma solução; 

Alternativa C: Espera que o bebê cresça e vá sozinho se limpar no banheiro; 

Alternativa D: Vai até o carro e troca seu filho no banco traseiro;

Alternativa E: Pede gentilmente ao garçom que limpe o bumbum do seu filho a mesa em troca de uma generosa gorjeta;

Alternativa F: Não estressa e canta “seu garçom faça o favor de me trazer de pressa um trocador uma boa média que não seja requintada…”.

Alternativa Zzzz: Não tem pé nem cabeça nenhuma das alternativas acima.

Eu e o marido já utilizamos a alternativa D. Mas isso porque o carro estava estacionado na rua. E se está no Valet?! Você pede educamente pro cara ir lá buscar o carro porque você precisa trocar o seu filho na parte traseira? E se você não tem carro? COMOFAZ?

E uma vez tenho que confessar, utilizei a alternativa A – da qual não sou a favor, pois eu acho um absurdo ter que expor o filho desse jeito. As pessoas das mesas ao lado começaram a comentar e o gerente mandou uma moça vir tirar satisfação comigo, porque não veio ele?! Que cagão esse gerente, devia ele próprio já estar com suas fraldas sujas! A sorte é que o Benjamin havia feito apenas xixi, porque eu fiquei tão puta, mas tão puta com as pessoas ao redor e com as do estabelecimento que se ele tivesse feito coco acho que eu teria esfregado na mesa, teria levantado e ido embora (meu lado barraqueira leoa após a maternidade)….e antes que alguém se pergunte, não dava para esperar para trocar as fraldas, a gente ia demorar pra chegar em casa e eu não ia deixar meu filho mijado com o calor que estava.

E quando o pai resolve sair sozinho com o filho, você já pensou no que pode acontecer? Já reparou nas placas de uso/acesso preferencial? Em geral elas dizem: “Fila preferencial para Idosos, Gestantes, Deficientes e ‘Mulheres’ com crianças de colo”. Isso significa que o pai – um ser já reduzido a mero coadjuvante da gravidez ao pós parto – não pode passar na frente dos lugares preferenciais? E isso acontece também quando colocam o raríssimo trocador dentro do banheiro feminino. Um dia desses meu marido ainda invade um desses pra trocar o meu Ben. E eu apóio.

Enfim, acho uma falta de atenção com o cliente, seja ele mãe ou pai do bebê. E isso porque estou falando da falta de um simples trocador, ou seja, de bom senso do uso coletivo, mas há inúmeros lugares por aí com problemas mais sérios, como por exemplo, a falta de acessibilidade apropriada para deficientes.

Fica a dica para Cervejaria Patriarca, La Fiorentina, Boteco Belmonte, Bar do Juarez, entre outros.

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1 comentário

  1. Amanda

     /  31 de janeiro de 2012

    Aconteceu isso algumas vezes c a gente…. E eu normalmente dava uma de equilibrista e trocava ela no colo c a ajuda do Fabio…. Depois quando ela cresceu eu passei a trocar em pé, ela ficava em pé segurando no meu ombro e eu ia me virando como dava….

    Responder

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