Berçário x Babás

Em nenhum momento pensei em colocar uma babá para cuidar do meu Ben. Vamos combinar que é difícil encontrar alguém de confiança para essa tarefa. Eu sou uma pessoa extremamente desconfiada por natureza, de cara já ia colocar uma câmera escondida na casa.

Olha o monte de absurdo que vemos nos telejornais. Tá certo que ninguém mostra na TV, filmagens produzidas por câmera escondida, de babás perfeitas e amáveis cuidando de bebês. Só tem barbaridade. Antes de ter filho eu já ficava louca quando via essas mulheres filhas da puta vacas malditas ordinárias cachorras maltratando bebês. Agora eu quero trucidar uma louca desgraçada desumana arrombada dessas. Fico descontrolada só em pensar.

Eu tive babás que cuidaram de mim e da minha irmã quando éramos pequenas. Mas antigamente se confiava um pouco mais. Bom, pelo menos minha mãe confiou. Foram três babás. Uma foi a Juvenil, uma senhora que cuidava da casa e de nós. Ela era muito amorosa conosco. A outra foi a Ana Rosa, filha da Juvenil. Ana Rosa! Como eu gostava dela! Nós nos divertíamos juntas: eu, minha irmã e ela. Ana Rosa impunha limites, mas brincava, tirava um sarro, ela era foda! Em tempos de chapinha e escova progressiva em excesso – uma revolução para os cabelos femininos, lembro que Ana Rosa esquentava um pente pesado da porra no fogão e passava nos cabelos para alisar. Morria de vontade de fazer no meu, mas ela falava que aquilo estragaria os meus cabelos. A terceira foi a tal de Sandra. Não ficou muito tempo. A única lembrança que tenho dela: um belo dia chegamos em casa e Sandra havia sumido levando vários objetos nossos, dinheiro, inclusive um tênis meu. Bom, pelo menos ela não bateu na gente. A Ana Rosa chegou a voltar e depois eu e minha irmã crescemos.

Babá é um negócio complicado. Deve ter várias de confiança por aí, mas como encontrá-las?! Tem gente que tem sorte de encontrar uma Mazé da vida. A Mazé é a amada da minha amiga Nina. Ela está com a família desde quando a Nina se entende por gente. Cuida da casa, do Rodrigo e da Nina. É uma relação de muito tempo mesmo! É um caso sério de amor.

Não sou contra as babás. Mas tem que ser uma pessoa conhecida, com boas referências. Babá boa mesmo é aquela que já está na casa de alguém há mais de 20 anos, as crianças já são marmanjos, mas elas ficam lá porque já fazem parte da família. Queria que Ana Rosa ainda estivesse na minha…mas parece que agora ela já tem suas crias.

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  1. As dúvidas do maternal « bossamae

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