Sobre berçários

Essa semana vou me dedicar a falar de berçários/escolinhas. Então senta, que lá vem história….

Enquanto estava de licença maternidade tudo parecia resolvido sobre os cuidados com Benjamin. Um mês antes de acabar minha licença nada estava resolvido e foi quando percebi que nem tudo era tão simples quanto parecia ser.

Quase enlouqueci pensando em como seria. Minha mãe sempre se dispôs a cuidar dele quando eu voltasse ao trabalho. Tenho certeza que ela faria com o maior amor do mundo. Mas minha mãe já tinha abdicado sua vida por duas filhas, agora que tem sua liberdade, faria o mesmo pelo neto?! Não achei justo. Sem contar na logística, eu moro na ZS, minha mãe na ZN, eu trabalho na ZO, o marido em Osasco, chegamos tarde em casa, enfim…não ia rolar!

Cuidar de um bebê requer paciência, disposição e disciplina. Minha mãe, apesar de avó (que geralmente mima nossa cria), seguiria meus pedidos. Se não fosse com ela a outra opção era o berçário. Ao contrário do que ouvia de outras mães, pensava que eu tiraria de letra, deixaria meu filho numa boa no berçário. Mas quando fui conhecer alguns lugares meu conceito mudou e o peito se encheu de angústia e insegurança. Demorou para encontrar um lugar que atendesse as minhas expectativas.

Chorei a semana inteira de adaptação. A sensação é horrível. Um misto de culpa – você coloca um filho no mundo para não cuidar e se dedicar 100% do tempo; egoísmo – não será você que vai dar papinha, vê-lo com determinada roupinha, ver fazer as primeiras gracinhas; solidão – você se separa daquele ser que habitou 9 meses sua barriga e passou os seus primeiros 5 meses de vida ao seu lado diariamente. A inevitável separação…dói!

Antes de tomar a decisão de colocá-lo no berçário ouvi que o melhor a fazer era optar por algo que não precisasse de ajuda. Difícil, pois quando se tem filhos, o que mais precisamos é de ajuda. E é por isso mesmo! Quanto mais você puder fazer melhor, para pedir ajuda quando realmente for necessário.  Oportunidade de pedir ajuda não falta. E assim você também evita vários constrangimentos e não se indispõe com ninguém. E a avó?! A avó continua sendo avó, como deve ser…

Hoje, após 3 meses, já me sinto um pouco mais habituada com a situação. Às vezes bate uma saudade acompanhada dos mesmos sentimentos: culpa, egoísmo, solidão. O que ajudou bastante foi conversar com muitas colegas na mesma situação e descobrir que somos várias e que berçário/escolinha tem seus pontos positivos. Sem contar que nesse processo amadureci muito como pessoa e mãe. Sinto-me até um pouco orgulhosa pela mãe que Benjamin está me tornando…

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4 Comentários

  1. Daniela

     /  24 de janeiro de 2012

    Muito bom o artigo Gabi, é assim mesmo que nos sentimos e como já te disse, você é muito corajosa em ter seguido em frente…me sinto meio boba por não ter feito isso com o João e nem com o Marcos, porque na fase maior eles também sofrem. Enfim, mas ainda me recuperarei, quando vier o terceiro…rs

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  2. Fernanda

     /  24 de janeiro de 2012

    Gabi, já passei por essa situação e agora em março passarei td de novo….e agora com o agravante do problema que a Mari tem….e que precisa mais do que nunca de mãe! Mas vc falou td! A escolinha é bom demais pra eles….interação, integração, sociabilização, independência….mas que dói, ahhhh dói! bjs…

    Responder
  1. Dicas para escolha de um berçário « bossamae
  2. As dúvidas do maternal « bossamae

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