Que tipo de mãe você quer ser?

Estou impressionada com blogosfera materna. Quanta coisa e quantas mães admiráveis encontrei! Sinto que além da nossa referência familiar, a internet nos proporciona conhecer e compartilhar experiências interessantes, que fomentam nossos valores.

Acredito que nos tornamos pessoas melhores após a maternidade. Passamos por uma transformação incrível internamente. Questionamos nossos valores e despertamos em nós sentimentos como paciência,  tolerância, abnegação, altruísmo e o tal amor incondicional – até então desconhecido.

Descobri que não é só uma preocupação minha, mas universal, sobre qual educação vamos passar, que ser humano nosso filho vai se tornar. É uma incógnita. Nos basta transmitir, desde muito cedo, todos os exemplos positivos que acreditamos.

Depois do nascimento do meu Ben eu me policio para não cometer algo que possa influenciá-lo de forma negativa. Quero ser um bom exemplo para ele. Descobri que Benjamin é uma lição de vida para mim. Uma das coisas que eu percebi, é que venho manifestando em maior proporção a gentileza. Assim que voltei ao trabalho, grudei na mesa um post-it com a mensagem: praticar mais gentileza. Quando você faz bem ao próximo, automaticamente faz bem à você e todos a sua volta. Isso é fato.

Nessas andaças em blogs maternos, achei um post bem bacana em O Astronauta , no qual a autora Flávia, fala sobre palavrinhas mágicas. Concordo plenamente com ela: criança aprende por imitação. E isso estou percebendo que acontece desde bebê. Então os pais precisam ser mais tênues. Não precisamos “obrigar” nossos filhos a ter determinados sentimentos, temos é que demonstrar esses sentimentos para que eles sejam desenvolvidos naturalmente em nossos filhotes. Pequenas sutilezas no dia a dia fazem a diferença.

Aí a Flávia leu um texto que reforçou ainda mais o que ela pensa, e que a inspirou ser a mãe que ela quer ser. Eu li o texto da Flávia que reforçou o que penso e me inspirou a ser a mãe que quero ser. E você que tipo de mãe quer ser?!

*

A seguir o texto que inspirou a Flávia.

AS “PALAVRAS MÁGICAS” PARTEM DO CORAÇÃO
por Jan Hunt, Psicóloga Diretora do “The Natural Child Project”
 
Na seção de cartas ao editor de um jornal local, uma missivista apresentou uma queixa comum: várias crianças esqueceram-se de dizer “obrigado” pelas lembranças de Halloween que ela deu. Ela ainda sugeria que as palavras são por si mesmas a forma mais importante de respeito e que se fosse preciso os pais deveriam arrancá-las à força dos filhos.
 
É natural magoar-se quando fazem pouco caso de nossa gentileza. Mas talvez devêssemos olhar mais longe, principalmente quando se trata de crianças.
 
A meu ver, há duas razões totalmente diferentes para uma criança dizer “obrigado”. Uma criança nos agradece porque apreciou autenticamente a nossa gentileza e já ouviu muitas expressões de gratidão em sua própria família (principalmente gratidão dirigida a ela).
 
Outra criança diz “obrigado” mas está simplesmente articulando palavras vazias, por medo do castigo. Uma atitude baseada no medo, sem a compreensão do sentido por trás do ritual, pouco vale. Essa atitude não só é desprovida de sentido como inútil, pois não atinge o objetivo desejado.
 
Com ameaças de castigo podemos forçar uma criança a dizer “obrigado”, mas não podemos impor a gentileza autêntica que desejamos. A verdadeira delicadeza se desenvolve em uma criança tratada com bondade. Ela não pode ser imposta ao seu coração, arrancando as palavras de sua boca. Além disso, onde está o prazer de se ouvir “as palavras mágicas” pronunciadas com submissão por uma criança amedrontada? Qualquer palavra perde sua magia se não partir do coração.
 
No dia das bruxas as crianças também se esforçam, escolhendo cuidadosamente sua nova identidade e fantasiando-se, depois andando uma hora ou mais.
 
Quantos de nós lembramos de dizer “obrigado por me mostrar sua fantasia”?
 
Mais do que uma questão de justiça, isso também é proveitoso porque a gentileza autêntica se desenvolve por imitação. As crianças aprendem a tratar os outros com delicadeza observando os adultos a sua volta fazerem gentilezas e recebendo explicações respeitosas sobre as razões das atitudes que preferimos. Em vez de reclamar da indelicadeza das crianças deveríamos lembrar que as crianças se comportam tão bem quanto são tratadas e tão bem como elas nos veem tratar uns aos outros.
 
AQUI você lê a íntegra o texto que me inspirou.
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3 Comentários

  1. Sentimentos partem do coração « bossamae
  2. Retrospectiva 2012 Bossa Mãe « bossamae
  3. Terrible Twos – Quando as crianças ficam agressivas « bossamae

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